Sinto em mim algo estranho,
Que não consigo descrever.
É como que me entranho,
Nessa sensação de prazer.
Faz-me parar para pensar,
Não me deixando envolver,
Parecendo estar a acabar,
Mas querendo ter mais prazer.
Não sei aquilo que digo,
Sabendo porem que quero,
Ter-te aqui comigo.
É por ti que desespero!
Solta mais um sorriso,
Pois adoro ver-te feliz,
De nada mais preciso,
És tudo que sempre quis.
Olhando-te de perto,
Tudo começa a estremecer,
Vejo água no deserto,
Mas não a consigo beber.
E as palmeiras isoladas,
Que parecem impedir,
Ter essas fadas encantadas,
Nessa história que há-de vir!
Tudo não passa de um sonho,
Que talvez não realize,
Tudo parece medonho,
Com medo que não se concretize.
O mais certo é a ilusão,
E não ser nada real,
São coisas do coração,
Mas será isto normal?
quinta-feira, janeiro 12
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